Dia de Reis-Simpatias


06 de janeiro - Dia de Reis
Edição e Pesquisa de Lenise M. Resende
 
Dia de desmontar a árvore de Natal e fazer simpatias para garantir prosperidade e crescimento profissional o ano inteiro.
 
1 - Para atrair prosperidade, escreva o nome dos três Reis Magos (Baltazar, Belchior, Gaspar) num papel pequeno. Dobre-o e coloque atrás da porta de entrada da casa. No ano seguinte, na mesma data, troque esse papel por outro e reafirme suas intenções.
2 - Para atrair prosperidade, coloque uma romã inteira dentro de um saquinho feito de pano vermelho e ofereça aos três Reis Magos. Pendure atrás da porta da sala, e deixe lá o ano inteiro. No ano seguinte, jogue a romã num jardim.
3 - Pegue nove sementes de romã. Peça aos três Reis Magos (Baltazar, Belchior, Gaspar) que nesse ano que se inicia você tenha saúde, paz, amor, prosperidade e dinheiro. Guarde três das sementes na sua carteira. Engula outras três. E, as últimas três, jogue para trás fazendo um pedido. No ano seguinte, jogue as sementes da carteira num jardim.
Nota - Junto com as sementes de romã pode-se guardar uma folha de louro (símbolo do sucesso).
*    *    *    *    *
Blog Lendo & Relendo Infantil

Boas Festas

*
.Luz.
.União.
.Alegrias.
.Saúde.Paz.
.Fé.Sucesso.
.Amor.Esperança.
.Respeito.Harmonia.
.Realizações.Humildade.
.Solidariedade.Felicidade.
.Confraternização.Pureza.
.Amizade.Sabedoria.Perdão.
.Bondade.Paciência.Gratidão.
.Igualdade.Liberdade.BoaSorte.
.Sinceridade.Estima.Fraternidade.
.Equilíbrio.Dignidade.Benevolência.
Tenacidade
.Prosperidade.Reconhecimento.

Boas Festas e Feliz Ano Novo!

São os votos de Lenise M. Resende

História do Natal

 
História do Natal
Edição e Pesquisa de Lenise M. Resende

Natal diz respeito a nascimento. É a festa de comemoração do nascimento de Jesus Cristo, estipulada como sendo no dia 25 de dezembro (pelo calendário gregoriano), desde o século IV pelos cristãos do Ocidente, e desde o século V pela Igreja católica oriental. A Igreja Ortodoxa (russa e grega) comemora a 7 de janeiro, pois adota o calendário juliano.

Calendário cristão atual:
. 6 de dezembro - dia de São Nicolau
. 24 de dezembro- véspera do Natal
. 25 de dezembro - Natal; aniversário de Jesus
. 1° de janeiro - Ano Novo
. 6 de janeiro - dia dos Reis Magos

Símbolos do Natal:
. Anjos - significam que os céus se abriram e Deus visitou o seu povo. Anjos cantores anunciaram a boa notícia. Como mensageiros surgiram nos céus para confirmar o nascimento do filho de Deus. Na tradição cristã natalina, como sinal de inocência e de pureza. os anjos são representados com traços infantis.

. Estrelas - além de lembrar a Estrela de Belém, elas simbolizam os Santos e Justos, que são como as estrelas do céu.

. Estrela de Belém - a Bíblia relata que uma estrela guiou os três Reis Magos desde o Oriente até o local onde nasceu Jesus para que pudessem presenteá-lo com ouro, incenso e mirra. São muitas as teorias que tentam explicar este milagre. A primeira explicação astronômica foi a de que a Estrela de Belém teria sido um cometa, por isso, frequentemente, a estrela é representada com uma cauda. Hoje, ela é lembrada, através do enfeite que é colocado no topo da árvore de Natal.

. Manjedoura - tabuleiro fixo em que se coloca a comida dos animais nas estrebarias. Uma manjedoura foi usada como berço do Menino Jesus.

. Missa do Galo - também chamada de Missa da Meia Noite, celebra-se devido ao fato de a tradição dizer que Jesus nasceu à meia-noite. Para os católicos, este costume de assistir a esta Missa começou no ano 400. Nos países latinos, esta missa é chamada Missa do Galo, porque, segundo a lenda, a única vez que um galo cantou à meia noite foi na noite em que Jesus nasceu.

. Presépio - representação do nascimento de Jesus Cristo (escultura, conjunto de figuras, etc.). Representando o lugar onde Jesus nasceu, o presépio é montado com os seguintes elementos: Maria, José e o Menino Jesus na manjedoura com palha, os animais (vaca, burro, ovelha) e os três Reis Magos. São Francisco de Assis teria sido o criador desse clássico, em 1224, quando um presépio com pessoas e animais foi montado nos fundos da igreja de uma vila, no sul da Europa, para encenar o Natal

. Reis Magos – os presentes que os três Reis Magos deram a Jesus foram: Incenso (Gaspar), representando a nobreza; Ouro (Melchior), o poder material, e a amarga Mirra (Baltazar), significando o sacrifício que Jesus enfrentaria. As imagens dos Reis Magos só apareceram em presépios por volta de 1484. O dia 6 de janeiro, na maior parte dos países cristãos, é o Dia dos Reis Magos. Na Espanha, os presentes são distribuídos nesse dia. Em Portugal, no Dia de Reis come-se o bolo-rei.

. O Aleluia (hino de louvor) e os sinos - do latim signum, sinal, o sino é um instrumento de forma cônica, geralmente feito de bronze. Ele produz sons mais ou menos fortes quando se percute com uma peça interior chamada badalo. Nas pequenas cidades, o povo se guia pelo repicar dos sinos, o relógio popular das festas cristãs. No Natal o sino chega ao seu esplendor máximo. O Aleluia é um dos mais expressivos hinos de louvor a Deus e o canto de alegria. Aleluia! Aleluia! quer dizer: Alegremo-nos! Alegremo-nos!

Fonte: Arquivo pessoal; site do padre Reginaldo Manzot; Dicionário Aulete

*    *    *    *    *
Blog Lendo & Relendo Infantil

Natal-Símbolos 1

 
Símbolos do Natal 1       
Edição e Pesquisa de Lenise M. Resende

. Árvore de Natal - o pinheiro é a única árvore que não perde suas folhas durante o ano todo, permanecendo sempre viva e verde. Entre as várias versões sobre a origem da árvore de Natal, a maioria delas indica a Alemanha como o provável país. A versão mais aceita atribui a novidade ao padre Martinho Lutero (1483-1546), autor da reforma protestante do século XVI, que montou um pinheiro enfeitado com velas em sua casa. Queria, assim, mostrar às crianças como deveria ser o céu na noite do nascimento de Cristo. Na tradição católica o pinheiro foi escolhido por sua forma triangular, que representaria a Santíssima Trindade: Pai, Filho e Espírito Santo

. Azevinho - arbusto com folhas que apresentam um denteado irregular com feição de espinhos, flores brancas e frutos vermelhos. O azevinho simboliza o flagelo de Cristo e seus ramos são tradicionalmente utilizados como decoração no período natalino.

. Bengala - as primeiras decorações de árvore de Natal, nos Estados Unidos, foram feitas com papel colorido e balas de açúcar em forma de bengala. Nessa época não havia decorações artificiais de luzes e bolas brilhantes.

. Bolas - simbolizam as graças divinas que nos são concedidas diariamente; os frutos da árvore viva ou seja, o próprio Cristo.

. Enfeites - os enfeites para árvores podem ter originado de um costume druida de decorar velhos carvalhos com maçãs douradas para festividades nesse mesmo dia do ano. Os alemães decoravam suas árvores com papel colorido, doces e frutas. Essa tradição se espalhou pela Europa e chegou aos Estados Unidos através dos colonizadores alemães. Depois, espalhou-se pelo mundo. Os enfeites na cor vermelha lembram o sangue, a Encarnação que se opera no Natal.

. Fitas prateadas – conta uma lenda, que certa mulher uma vez enfeitou seu pinheiro de Natal com capricho, mas, durante a noite, as aranhas espalharam teias entre os ramos. Jesus viu, e, para evitar que a mulher se entristecesse, transformou todas as teias em fios de prata.

. Guirlanda - coroa de flores, ramos, etc. Enfeite de folhas ou flores entrelaçadas, formando uma faixa. Antes mesmo do nascimento de Cristo, no Ano Novo romano (1º de janeiro), as casas eram decoradas com guirlandas e luzes. Na Roma antiga, um ramo verde era voto de saúde. 

. Luzes e velas - As luzes que na época natalina iluminam casas, árvores e ruas, simbolizam Cristo como a luz no mundo. Em muitos países, algumas cidades revestem locais públicos, lojas e casas, com luzes de várias cores. As velas iluminam os ambientes e trazem a lembrança de que devemos ser luzes espalhando o nosso brilho. "Vós éreis trevas; sêde agora as luzes do Senhor!"

. Meias - a tradição de pendurar meias na lareira teve origem numa das histórias sobre a vida de São Nicolau. Ele ainda era jovem quando soube que em sua cidade vivia um homem muito pobre que não tinha dinheiro para realizar o casamento de suas três filhas. Nicolau, que era de família muito rica, deixou um saco de ouro na janela da filha mais velha. Depois, repetiu a boa ação com as outras duas moças, jogando um saco de ouro pela chaminé, onde secavam algumas meias. Daí o hábito das crianças deixarem as meias (ou sapatos) nas janelas ou chaminés à espera de presentes.

. Pinha – fruto do pinheiro que simboliza o desejo de fartura.

. Presentes - a troca de presentes representa o presente que Deus nos deu, quando Jesus nasceu para nós. Dar presentes de Natal foi ideia do Papa Bonifácio, no século 7. No Dia de Reis, ele distribuía pão ao povo, recebendo presentes em troca. Dar presentes no Natal é um costume de origem pagã. Os romanos comemoravam a Saturnália, no dia 17 de dezembro, com uma troca de presentes. No Ano Novo romano (1º de janeiro), eram distribuídos para crianças pobres. Tribos germânicas da Europa, após sua conversão ao Cristianismo, comemoravam o Natal com uma troca de presentes. Na Itália, Espanha e alguns outros países, as crianças recebem os presentes no dia 6 de janeiro. Em vários países europeus, os presentes são dados no dia 6 de dezembro, Dia de São Nicolau, o patrono das crianças. Segundo várias lendas, São Nicolau presenteava pessoas durante o período natalino. Uma tradição mais antiga remete aos presentes que os três Reis Magos deram a Jesus. 
 
*    *    *    *    *
Blog Lendo & Relendo Infantil

Natal-Símbolos 2


Símbolos do Natal 2     
Edição e Pesquisa de Lenise M. Resende

. Bolo-rei - Seu formato lembra uma coroa, e as frutas cristalizadas, amêndoas, nozes e figos, são as joias que a enfeitam. Este doce, simboliza as prendas que os Reis Magos ofereceram a Jesus recém-nascido. A sua côdea (parte externa) representava o ouro, enquanto as frutas secas simbolizavam a mirra e o seu aroma, o incenso. Conta a lenda que, quando os Reis Magos viram a estrela que anunciava o nascimento de Jesus, disputaram entre si o direito de entregar os presentes que levavam. Para acabar com a briga, um padeiro teve a ideia de fazer um bolo para os três e esconder uma fava dentro da massa. Não se sabe quem foi o feliz contemplado, mas a receita do Bolo-rei correu o mundo e ganhou fama de proporcionar prosperidade a quem tirar a fatia premiada. Quanto à fava, quem a receber se compromete a oferecer o doce no Natal seguinte. Havia uma tradição que afirmava que os cristãos deveriam comer, entre o dia 25 de dezembro e o 6 de janeiro, doze bolos-reis. Em Portugal, o bolo tem um lugar de honra nas confeitarias, desde o final de novembro até 6 de janeiro, Dia de Reis, quando muitas famílias, mantendo a tradição, comem o Bolo-rei e distribuem os presentes das crianças.

. Ceia - acontece no dia 24 de dezembro à noite, e simboliza o banquete eterno. As castanhas, aparecem na ceia, por terem um miolo saboroso que se encontra sob a casca, lembrando o Menino Jesus que, nasceu humildemente, ocultando a própria divindade. As balas e bombons, representam, no Natal, a doçura das palavras divinas.

. Frutos secos - eles têm uma forte ligação com o solstício do Inverno. Na antiga Roma cada tipo de fruto seco tinha um significado  especial. As nozes relacionavam-se com a abundância e prosperidade, as avelãs evitavam a fome, e as amêndoas protegiam as pessoas dos efeitos da bebida. Por isso, os frutos secos colocados à mesa no Natal são mais do que simples alimentos, eles simbolizam a ausência de fome e de pobreza, e proteção contra os excessos da bebida.

. Nozes - noz é designação comum a qualquer fruto seco com uma única semente; fruto da nogueira que tem uma casca dura que protege a semente comestível.

. Panetone - pão tradicional do Natal, é uma espécie de bolo, feito com frutas cristalizadas. Iguaria indispensável em qualquer ceia, o panetone tem uma origem nobre. No final do ano de 1395, o duque de Milão, Gian Galeazzo Visconti, resolveu festejar o recebimento das insígnias ducais com a criação de um pão bem diferente, recheado de frutas cristalizadas e uvas passas. Por estar perto da época natalina, o aparecimento do panetone ficou ligado à ideia de comemoração e felicidade. Com as técnicas de fabricação e conservação, o panetone popularizou-se no mundo inteiro.
 
. Rabanada - ela foi criada para reaproveitar pão dormido. Luís da Câmara Cascudo menciona no Dicionário do Folclore Brasileiro o significado religioso desse reaproveitamento: no interior do Nordeste é considerado pecado jogar fora o pão, porque simboliza a vida, e guarda o espírito de Deus na hóstia consagrada. A rabanada é feita com pão dormido fatiado grosso, molhado no leite, e passado em ovos batidos. Depois de frita, ela é polvilhada com açúcar misturado com canela em pó. Em alguns lugares é chamada de fatia dourada, fatia de parida ou fatia do céu.
 
*    *    *    *    *
Blog Lendo & Relendo Infantil

História do Papai Noel 1

 
História do Papai Noel 1
Edição e Pesquisa de Lenise M. Resende
 
Uma lenda norueguesa sobre a deusa Hertha, que  aparecia nas lareiras e trazia boa sorte às casas, deu origem à crença de que Papai Noel desce pela chaminé. Clement Moore, um ministro e poeta americano, foi o primeiro a descrever Papai Noel como ele é hoje em dia: roupa vermelha debruada de branco, sendo transportado por um trenó puxado por renas.
 
O Papai Noel atual é descendente de São Nicolau, que foi um bispo de Mira, uma cidade da Turquia. A história do santo tem início no ano 270 (século III) em Patras, cidade a apenas alguns quilômetros de Mira. Ali viviam Epifânio e sua esposa Joana; devotos cristãos que, somente após muitas preces, conseguiram ter um filho. Este recebeu o nome de Nicolau, que significa "pessoa vitoriosa".
 
Os pais de Nicolau morreram quando ele era ainda jovem. Um tio recomendou-lhe então, que conhecesse a Terra Santa, e ele embarcou num navio. Durante a viagem houve uma tempestade muito forte, que milagrosamente parou quando Nicolau rezou pedindo a Deus para que ela acabasse. Por esse motivo, São Nicolau tornou-se o padroeiro dos marinheiros. Quando voltou da Terra Santa, Nicolau resolveu mudar-se para Mira, onde viveu na pobreza, pois havia doado toda a sua fortuna.
 
Alguns anos depois, o bispo de Mira morreu. Como os anciões da cidade não conseguiam escolher um sucessor, resolveram colocar a decisão nas mãos de Deus. Segundo a lenda, na mesma noite, o mais velho dos anciões teve um sonho, em que Deus lhe dizia que o primeiro homem a entrar na igreja deveria ser o novo bispo. Acostumado a acordar cedo para rezar, Nicolau foi o indicado para ser bispo.
 
São Nicolau morreu no dia 6 de dezembro - dia de sua festa litúrgica - do ano 342, cercado de respeito por todos os cristãos. Atualmente, é um dos santos mais populares do cristianismo. Em Roma, existem 60 igrejas com seu nome, e na Inglaterra são mais de 400.
 
A tradição de pendurar meias na lareira se originou de uma das histórias sobre São Nicolau. Ele ainda era jovem quando soube que em sua cidade vivia um homem muito pobre que não tinha dinheiro para realizar o casamento de suas três filhas. Nicolau, que era de família muito rica, deixou escondido um saco de ouro na janela da filha mais velha. Depois, repetiu a boa ação com as outras duas moças, jogando um saco de ouro pela chaminé, onde secavam algumas meias. Daí o hábito das crianças deixarem as meias (ou sapatos) nas janelas ou chaminés à espera de presentes.
 
Fonte: Arquivo pessoal; site Parque do Papai Noel
 
*    *    *    *    *
Blog Lendo & Relendo Infantil

História do Papai Noel 2

 
História do Papai Noel 2
Edição e Pesquisa de Lenise M. Resende

Ele realmente existiu, mas era bem diferente do que imaginam as crianças. Não andava de trenó puxado por renas encantadas, nem era barrigudo, Papai Noel foi, na verdade, o esbelto bispo Nicolau, que viveu e pontificou na cidade de Mira, na Ásia Menor, no século IV, e foi santificado como São Nicolau.

Muitos milagres lhe foram atribuídos, mas o mais famoso deles foi ter aparecido em sonhos ao imperador romano Constantino (280-337). Nele, salvava a vida de três capitães de um navio condenados à morte.

Sua transformação em símbolo natalino aconteceu na Alemanha, e daí conquistou os outros países da Europa e a América. Nos Estados Unidos, com o nome de Santa Claus, é que a tradição do velhinho bom e generoso adquiriu força.

A figura do Papai Noel, foi obra do cartunista americano Thomas Nast, que publicou seu desenho na revista Harper’s Weekly em 1981. Com sua barba comprida, barrigão e pesadas roupas vermelhas, Papai Noel se popularizou pelo resto da América.

Fonte: revista Super Interessante, dezembro 1992

Imagem: Santa and Jesus, tela de Penny Parker (1946), artista norte-americana
 
*    *    *    *    *
Blog Lendo & Relendo Infantil

Lenda-Flor-do-Natal

Lenda da Flor-do-Natal

Conta-se que uma menina mexicana chamada Pepita era muito pobre e, nada possuía, para presentear o menino Jesus na noite de Natal. Enquanto ela e seu primo Pedro caminhavam em direção à capela do pequeno vilarejo, ela lhe falava da tristeza que tomava conta de seu coração. Para consolá-la, Pedro lhe disse: "Prima, tenho certeza que mesmo o mais humilde presente, se for dado com amor verdadeiro, será valioso diante dos olhos de Jesus."

Mais animada, Pepita dirigiu-se à beira da estrada, onde colheu folhagens comuns e arrumou na forma de um ramalhete. Mas, ao olhar aqueles ramos que iria levar como presente ao menino Jesus, sentiu-se novamente triste. Ao entrar na capela, enxugou as lágrimas e aproximou-se do altar.

Ao colocar os ramos ao pé do presépio, lembrou-se das palavras de Pedro e encheu seu espírito de amor. De repente, as folhagens verdes transformaram-se em flores de coloração vermelho brilhante. E, todos que presenciaram, tiveram a certeza de ter assistido a um milagre. A partir daquele dia, aquelas flores vermelhas ficaram conhecidas como flores da noite santa (Flores de Noche Buena) e, a cada ano, florescem durante a época do Natal.

Nota - Outra versão desta lenda conta que as flores surgiram do chão molhado pelas lágrimas de Pepita.

*    *    *    *    *
Blog Lendo & Relendo Infantil

Flor-do-Natal


Poinsétia, a flor do Natal

A poinsétia é também conhecida pelos nomes de bico-de-papagaio, rabo-de-arara e papagaio (no Brasil), cardeal, folha-de-sangue, flor-do-natal, ou estrela-do-natal. O seu nome científico é Euphorbia pulcherrima, que significa: a mais bela (pulcherrima) das eufórbias. A cor (branca, rósea ou vermelha) de suas brácteas (folhas modificadas) determina as variações no nome.

Arbusto que, no jardim, pode atingir 3 metros de altura, a poinsétia costuma ser comercializada em vasos, dando a impressão de ser planta de pequeno porte. Suas flores verdadeiras são pequeninas e quase insignificantes. E, o que parece ser as pétalas, na verdade, são as brácteas, folhas que protegem a verdadeira flor, bem no centro da poinsétia.
Devido às suas folhas semelhantes a pétalas de flores vermelhas, é uma planta muito utilizada para fins decorativos, especialmente na época do Natal. Como é uma planta de dia curto, floresce no solstício de Inverno que, no hemisfério norte, coincide com o Natal. No Brasil, para ganhar a coloração avermelhada nas folhas a poinsétia precisa de quase 14 horas de total escuridão. Os floricultores colocam lonas pretas sobre os canteiros para reduzir a luminosidade.

Os floricultores escandinavos e californianos obtiveram variedades de poinsétia mais adaptadas à decoração doméstica, tanto no tamanho como na coloração. Há, assim, poinsétias de cor laranja, verde pálido, marmoreadas, salpicadas, etc.

Planta nativa do Sul do México. Era chamada de "cuetlaxochitl" pelos astecas que extraíam das brácteas tintas usadas na cosmética e no tingimento de tecidos, além de usarem a sua seiva na produção de medicamentos contra a febre. Ainda hoje as poinsétias de brácteas esbranquiçadas são utilizadas para a produção de cremes depilatórios, além do seu cultivo para a formação de cercas de arbustos (sebes).

A seiva leitosa da planta, constituída por um tipo de látex irritante, em contato com a pele e mucosas provoca inflamações, dor e comichão, podendo causar também irritação nos olhos, lacrimejamento, inchaço das pálpebras e dificuldades na visão. A sua ingestão pode causar náuseas, vómitos e diarréia.

As primeiras referências do uso da poinsétia em festas religiosas, situam-se no século XVII. Nessa época, monges franciscanos a utilizavam para decorar uma procissão de Natal, conhecida como "Festa de Santa Pesebre". Por sua cor vermelha e pelo florescimento durante o período das festas natalinas, é chamada na América Central de flor flamejante ou flor da noite santa (Flor de Noche Buena).

O nome poinsétia (poinsettia) deriva do nome de Joel Roberts Poinsett, o primeiro embaixador norte-americano no México, no período de 1825 a 1829. Ele levou exemplares para os Estados Unidos, deu aos amigos e enviou para alguns jardins botânicos. John Bartram, um de seus amigos, doou alguns pés da planta para Robert Buist, dono de um viveiro. Este último, desconhecendo o nome científico Euphorbia pulcherrima dado pelo taxonomista Klotzsch em 1933, decidiu vendê-la com o nome Euphorbia poinsettia. Por ser considerada um dos símbolos do Natal, a poinsétia recebeu, nos Estados Unidos, os nomes de Christmas star (estrela-do-natal) e Christmas flower (flor-do-natal).

Fonte: .www.jardimdeflores.com.br e .pt.wikipedia.org/wiki/Poinsétia


*    *    *    *    *
Blog Lendo & Relendo Infantil